Motorista de aplicativo viraliza nas redes ao transformar o interior do seu automóvel em uma loja de cosméticos para aumentar a renda. A reportagem do PEGN (Pequenas Empresas & Grandes Negócios) consultou o OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária para entender se a prática é legal e se existem riscos para condutor e passageiro.
Conforme contou à reportagem do PEGN, a solução veio há cinco meses, quando ele criou uma loja de cosméticos dentro do automóvel. “Ofereço a experiência para o cliente poder comprar algo que esqueceu em casa. Muitas vezes, por já ter a loja, eu não preciso falar nada. Ela fala por si só, porque os produtos ficam à mostra”, diz Mattheus Alencar, que nas redes sociais se denomina Mattheus Uber Loja em Movimento.
O negócio bombou em novembro de 2022, quando uma influenciadora digital postou um vídeo da parte interna do carro, que Alencar havia compartilhado em sua conta. “Na época, eu só tinha 11 seguidores, mas consegui mais de 10 milhões de visualizações. Foi quando estourou nas redes sociais”, afirma.
Em fevereiro deste ano, ele reformou o espaço, removendo o banco da frente do veículo para aumentar a sua loja. No dia 31 de março, a iniciativa voltou a viralizar. Um vídeo postado no Twitter recebeu mais de 1,8 milhão de visualizações e quase 20 mil curtidas.
O PEGN pediu que Paulo Guimarães, CEO do OBSERVATÓRIO, assistisse aos vídeos do motorista para identificar se existia algum problema na prática. Segundo Paulo Guimarães, a loja em si não desrespeita uma legislação específica. No entanto, ele enxerga duas questões principais, começando pelo perigo de ter objetos soltos dentro do veículo. "No caso de uma batida ou de uma frenagem brusca, estes objetos podem sair do lugar e gerar algum risco ou problema.”
Depois, vem a possibilidade de desatenção do motorista. "O ato de dirigir exige atenção e foco. Por mais que a loja possa ser de autoatendimento, o passageiro continua interagindo com o motorista, fazendo perguntas sobre o produto. O motorista também fica de olho, preocupado se algo está sendo roubado", afirmou o CEO do OBSERVATÓRIO.
Neste segundo caso, a prática poderia se encaixar na infração do artigo 169 do código de trânsito. "É uma infração mais genérica que se aplica a 'dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança'. Isso se aplica a todas as situações de insegurança dentro do trânsito, mas é impossível prever tudo", disse Paulo Guimarães. Com isso, segundo ele, a aplicação de uma penalidade dependerá da interpretação do agente de trânsito.
A reforma dentro do carro também não fere a legislação, de acordo com o CEO do OBSERVATÓRIO. "Se ele tivesse tirado o banco da frente para transportar um passageiro de costas seria um problema. Neste caso, ele não modificou a estrutura do veículo", explicou.
Leia a matéria completa: https://revistapegn.globo.com/ideias-de-negocios/noticia/2023/04/motorista-de-aplicativo-cria-loja-de-cosmeticos-dentro-do-carro-e-video-viraliza-nas-redes.ghtml
Foto: reprodução/Instagram
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