Recife (PE) e Fortaleza (CE) são as duas capitais em que mais se morre no trânsito, segundo o relatório "O Retrato da Segurança Viária 2014", que traça a situação da segurança do trânsito no Brasil.
Segundo o estudo, Recife tem 34,7 mortes por 100 mil habitantes e lidera o ranking, seguida de Fortaleza, com 27,1 mortes por mil habitantes. Na lista aparecem ainda Belo Horizonte, com taxa de 22,5; Brasília, com 20,9; e Curitiba, com 20. As menos "letais" são São Paulo e Porto Alegre, com 11,8 e 11,7 mortes a cada 100 mil habitantes, respectivamente.
O estudo foi preparado pelo ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária) e pela consultoria Falconi e traz dados da ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos), da CNT (Confederação Nacional do Transporte), do Datasus (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde), do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Dados apontam ainda que entre 2001 e 2012, todas as regiões do Brasil tiveram aumento nos índices de mortes no trânsito. No Nordeste, o índice quase dobrou, saltando de 13,7 óbitos por 100 mil para 25,1.
Para o diretor técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária, Paulo Guimarães, a incidência de mortes no trânsito no Nordeste e no Norte está ligada diretamente à falta de educação cívica de motociclistas somada ao crescimento do número de motocicletas. "O crescimento da frota de motocicletas aliado à deficiência cultural que envolve as pessoas que pilotam motocicletas são o principal problema dos acidentes fatais. Esses novos motociclistas viviam em condições de miséria, conseguem investir num primeiro veículo e se mostram não preparados para conduzir o veiculo em via pública por não terem conhecimento de regras e leis. Sem noção do risco que correm, não têm percepção de trânsito. Isso se agrava a regiões de baixa escolaridade", analisa.
Também ficam no Nordeste duas das três cidades com mais de 20 mil habitantes com o trânsito mais letal do país. O município de Presidente Dutra (MA) registrou com 237 óbitos por 100 mil habitantes. Em seguida, aparece Barbalha (CE), com 194,4 mortes por 100 mil habitantes, e Piraí do Sul (PR), com 122,4 mortes a cada 100 mil moradores. As três menos violentas são Barreiras (BA), com taxa de 0,7; Igarapé-Miri (PA), com 1,7, e Lagoa Santa (MG), com 1,8.
"Essas cidades menores que se destacam com alto índice da população com motos, são cruzadas por rodovias e têm pouca infraestrutura de trânsito e serviço hospitalar. A interferência das rodovias nestas cidades e a falta de atendimento pré-hospitalar, além do próprio hospital municipal, que não tem estrutura para receber essas vítimas, as tornam mais letais", explica Guimarães.
O relatório analisou ainda os tipos de veículos que mais de envolveram em acidentes fatais no País. O Nordeste, apesar de possuir quantidade total menor de veículos, tem 57,4% a mais de motocicletas que a região Sul. São 5,11 milhões de motos no Nordeste contra 3,24 milhões no Sul. Segundo o relatório, acidentes com motos respondem, proporcionalmente, pela maior parte das mortes viárias do Brasil.
No Nordeste, 43% da frota é composta por motocicletas e 48% dos óbitos são motociclistas ou pessoas que estavam na garupa de motos. No norte, 47% da frota é moto e 39% é o índice de mortes de motociclistas. No Centro-Oeste, 30% da frota é de moto e 36% número de óbitos de motociclistas. No Sudeste, 21% da frota é de motos e 28% o número de óbitos de motociclistas. Já no Sul, 21% dos veículos são motos e 31% das vítimas fatais estavam em motos.
"Ao analisar a distribuição dos óbitos por tipo de usuário no Brasil, excluídos os casos em que o veículo não foi especificado, conclui-se que a proporção de óbitos de 2001 a 2012 cresceu 140% entre motociclistas, passando de 15% para 36%", aponta o relatório. O número de acidentes fatais envolvendo automóveis manteve-se praticamente estável, de 30% para 31% e, entre pedestres e ciclistas, diminuiu 42%, de 52% para 30%. Dessa forma, o motociclista tem o perfil de maior risco do país.
Fonte: UOL
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