Uma das principais causas de mortes e lesões em todo mundo, são os sinistros de trânsito (dura e grave realidade). Somente em 2021, 33.813 pessoas perderam a vida nas ruas e rodovias brasileiras. Esse número foi divulgado pelo Ministério da Saúde em 02 de maio de 2023, a partir da base de dados consolidada - DataSUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde). Os dados podem ser ainda mais expressivos. E pior, se considerado as vítimas que ficaram feridas gravemente, lesionadas e/ou incapacitadas.
É fato, o custo social e econômico de um sinistro de trânsito é elevadíssimo. É necessário mudar esse cenário, não é de hoje que a comunidade internacional tem empenhado grande esforço no tema, em 14 de abril de 2004, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução pedindo maior atenção e recursos para a crise global de segurança viária. Desde então, muito foi feito em prol da segurança viária. E não faltam exemplos: inovações tecnológicas embarcadas nos veículos atuais, regramentos mais rigorosos, novas tecnologias que apoiam os agentes na fiscalização, campanhas de conscientização, etc.. Mas, o que ainda pode ser feito para reduzir a zero o número de óbitos no trânsito? Quais são as boas práticas de segurança viária e como aplicá-las?
Você já conhece a abordagem de Sistema Seguro?
A abordagem de Sistema Seguro pode ajudar as cidades a reduzir, significativamente, sua taxa de mortalidade no trânsito.
Geralmente, as pessoas são consideradas culpadas quando envolvidas em sinistros de trânsito, ou porque estavam em alta velocidade, ou porque não prestaram atenção, ou porque cometeram algum erro. Mas esse pensamento é equivocado.
Explicando, a responsabilidade não pode ser exclusiva e pessoal. Partindo da premissa que o erro humano é inevitável, em algum momento nós iremos errar. É necessário então que as ruas, avenidas, rodovias, etc. sejam desenhadas para “perdoar” tal erro.
O Sistema Seguro insere-se nesse contexto, buscando tornar todos os elementos de uma rede de mobilidade seguros, afim de eliminar a chance de um sinistro grave ou fatal acontecer. Essa abordagem também reduz a responsabilidade do usuário e a compartilha com os planejadores urbanos e gestores públicos, afinal todos somos responsáveis por um “trânsito” seguro.
Essa abordagem ajudou a Suécia na redução de 55% na taxa de mortalidade no trânsito ao longo de 20 anos. Outros países como Noruega e Holanda conseguiram taxas ainda mais baixas adotando abordagens semelhantes. Países como Argentina e Colômbia também adotaram o Sistema Seguro e colhem os frutos. A cidade de Bogotá, por exemplo, reduziu a fatalidade de trânsito em 8% ( Fonte: www.wri.org.br).
No Brasil, destaque para Fortaleza, que já está reduzindo seus indicadores de fatalidade no trânsito através da abordagem de sistema seguro e visão zero. O estado de São Paulo também é destaque, com uma rede de vinte cidades que adotaram a abordagem e estão comprometidas com o trânsito.
A cidade de São Paulo foi além e em 2021 lançou o Manual de Desenho Urbano e Obras Viárias (Fonte: www.manualurbano.prefeitura.sp.gov.br) . O documento é um dos produtos do Plano de Segurança Viária, voltado a reduzir as mortes no trânsito da cidade em menos da metade em um período de 10 anos, com base nas abordagens de sistema seguro. O manual propõe que o desenho viário e os meios de transporte possuem relação direta com a segurança de todos os usuários da rua. Para isso, apresenta inúmeras soluções e boas práticas de engenharia voltadas para segurança viária.
Daremos evidência para a Interseção Elevada.
A interseção elevada acontece quando todo o espaço do cruzamento é utilizado por todos os usuários dos diferentes modais ali inseridos no mesmo nível, por meio do alteamento do leito carroçável ao nível da calçada. Nas aproximações, rampas permitem o acesso dos veículos à área alteada. A solução é indicada quando se pretende reduzir a velocidade dos veículos, estabelecendo condições que priorizem a circulação e acessibilidade aos pedestres.
Importante: a implantação de interseção elevada ainda não está normatizada. Portanto, a medida deve ser adotada em caráter experimental, mediante a justificativa e aprovação junto à autoridade de trânsito do município. Cada projeto-piloto deve ser monitorado para que possa subsidiar uma eventual normatização.
Achou a solução interessante? Gostaria de implantar em um cruzamento aí da sua cidade? Então, consulte as recomendações de projeto que constam no Manual de Desenho Urbano e Obras Viárias e bora lá fazer um trânsito melhor.
Afinal, um trânsito seguro é responsabilidade de todos.
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